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domingo, 1 de julho de 2012

Relatoria Nacional da II Reunião GERAL do MJRS

Relatoria da II Reunião Geral do MJRS
Data: 30/06/2012
Pautas:

1) Apresentação dos presentes e do MJRS;
2) MJRS e ligações partidárias;
3) Movimento LGBT
4) Ações Sociais do Movimento
5) Tesouraria
6) Pautas da Greve Estudantil
7) Festa Junina e Confraternizações
8) Convocação para atos e ações.



Desenvolver da Reunião:

A II Reunião Geral do MJRS teve início por volta das 14:45, onde as pautas apresentadas e discutidas seguiram a ordem da lista acima. Primeiramente, o companheiro Fábio Coutinho fez uma apresentação contando a história do MJRS. Na sequência, xs demais presentes apresentaram-se.

Cada pauta foi debatida democraticamente com todos os presentes, tendo sido assim a reunião de hoje muito produtiva e construtiva.
O companheiro Luth Laporta fez um encaminhamento de extrema importância, a ser deliberado com as coordenações e com a militância do MJRS, acerca da "troca" das bandeiras Feminista e LGBT* pela criação de uma bandeira única que lute contra opressões no geral (combate ao machismo, a homofobia, a xenofobia, as desigualdades sociais, ao racismo e etc).

Na explanação acerca do MJRS e as questões partidárias, é válido frisar que o movimento foi, é e segue APARTIDÁRIO (frisando aqui a diferença de apartidário e anti-partidário), onde todxs xs militantes possuem liberdade para filiar-se (ou não) a qualquer partido político de esquerda realmente revolucionária.

O MJRS acredita que a mudança política está sim na proximidade dos movimentos sociais com partidos políticos, porém, vincular MJRS a qualquer partido é limitar o nosso poder de escolha a uma legenda partidária, o que faria com que nós agíssemos de forma sectária, entrando em contradição com os próprios princípios do movimento.

Também é válido reforçar que o MJRS não está dentro da UNE ou ANEL. Estamos aqui com o intuito de construir um movimento estudantil realmente de esquerda, ajudando na reunificação da mesma, mas qualquer militante que não se sentir a vontade para disputar espaços nessas entidades, não será obrigad@ a isso. Ainda assim, de antemãom, já fica avisado que a coordenação do MJRS irá debater com todo o seu grupo, em futuras reuniões, posições do movimento frente ao próximo CONUNE.

Depois da explanação de cada ponto, ao chegarmos ao 8º, todxs xs presentes foram convocados para o Ato Nacional pela Assistência Estudantil, o 3J, atividade promovida pelo Comando Nacional de Greve Estudantil, em todas as universidades públicas do Brasil que encontram-se em greve, realizado no dia 3 de julho. No DF, a ação terá concentração no Ceubinho (ICC NORTE) da Universidade de Brasília (UnB), às 12:00. O MJRS conta com a participação de todxs xs seus militantes nessa e nas futuras atividades do Comando de Greve.

Sigamos na luta! Força sempre.

(Ayla Viçosa)

Coordenação Nacional e Regional (DF) do MJRS.

"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem."
(Rosa de Luxemburgo)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nota da Oposição de Esquerda da UNE sobre a reunião da entidade com o Ministério da Educação



Direção Majoritária da UNE e Ministro da Educação Aloizio Mercadante de mãos dadas: não fala em nosso nome!

Nota da Oposição de Esquerda da UNE sobre a reunião da entidade com o Ministério da Educação


No dia 26 de Junho de 2012 se realizou na Esplanada dos Ministérios a manifestação da União Nacional dos Estudantes, convocada no 60º CONEG, sendo seguida de uma reunião convocada com o Ministério da Educação. O ato contou com a presença de cerca de 1.000 estudantes (secundaristas e universitários) e na reunião os Diretores da Executiva da UNE, as UEEs e representantes dos DCEs presentes, ao todo, cerca de 50 pessoas.

No dia 24 a noite, a reunião da Executiva da UNE discutiu o formato e a pauta a ser apresentada nessa reunião. As preocupações levantadas iam desde a necessidade de abertura de negociação do governo com os estudantes em greve, reforço da necessidade de negociação com os professores e técnicos-administrativos em greve, até a apresentação das pautas de cada universidade, especificando seus problemas de estrutura e assistência estudantil, que são os principais motivos da greve estudantil. Porém, antes do inicio da reunião com o MEC, fomos informados que os diretores da UNE que deveriam falar deveriam se sentir contemplado com as falas do presidente da entidade, já que se posicionariam contra a negociação com a UNE e sim com o Comando Nacional de Greve Estudantil - CNGE, pressionando o Ministro para abrir as negociações. A fala dos diretores da Oposição foi censurada!

A reunião com o MEC foi montada com um objetivo claro. Durante toda a fala dos representantes da UNE sequer foi citada a existência da greve nas universidades, nem tampouco o governo tocou no assunto. O palco para defesa e exaltação do projeto de educação do governo estava armado. O Ministro afirmou que era elitista e corporativista as reivindicações por qualidade no ensino dos estudantes, já que a expansão da universidade e os “investimentos” feitos pelos governos Lula e Dilma colocavam a educação superior em outro nível, ou seja, a educação superior não é prioridade para o governo. O surpreendente é que, em vez de vaias e de uma resposta incisiva dos estudantes, os estudantes presentes aplaudiram a fala do Ministro.

Hoje, aproximadamente 44 instituições estão em greve em todo país, com forte participação dos docentes e servidores, esses também em luta por melhores condições de ensino e trabalho. Longe de defenderem apenas pautas corporativistas, hoje o movimento nas Federais é resultado da resistência à uma política de expansão sem preocupação com a qualidade, expressa pelo REUNI.

A direção majoritária da UNE passou por cima da resolução aprovada pelos mais de 60 delegados eleitos na base das universidades, presentes na reunião do Comando Nacional de Greve – CNGE, do dia 18, no Rio de Janeiro, que dizia: “Quem fala em nome dos estudantes em greve são os estudantes em greve”. Também passou por cima da própria resolução da entidade sobre a condução da reunião com o MEC e de toda a história da entidade, no respeito a sua pluralidade e democracia interna.

A direção majoritária da UNE (PCdoB/PT) tem que admitir que devido a sua postura e política governista, todas as greves estudantis passam por fora da sua vontade e por fora de seu controle. Por isso mesmo a majoritária tem que fazer o que faz a Oposição de Esquerda da UNE: se vincular e ser parte real das greves em cada universidade entendendo que só este movimento, genuinamente de base, é que pode ter legitimidade para falar ou negociar em nome dos estudantes grevistas. Em vez disso, a direção majoritária prefere criar espaços em que a UNE se sobreponha à manifestação dos estudantes, e faça coro a defesa do projeto da educação do governo contra todo o processo de mobilização das universidades, e mais uma vez coloca a entidade histórica dos estudantes a serviço de outros interesses, que não dos estudantes em greve.

Nós da Oposição de Esquerda repudiamos a postura da direção majoritária da UNE. A resposta dos estudantes em cada universidade será na intensificação das mobilizações, no fortalecimento do Comando Nacional de Greve e do seu calendário. No dia 28 de Junho, estaremos na porta das sedes do Banco Central, questionando a política econômica do governo, e no dia 03 de julho faremos atos em todos os estados e em várias cidades, tomando as ruas em manifestações unificadas com os demais setores que também estão em luta e em greve.

Se o governo se recusa a negociar com os estudantes em greve, os estudantes vão às ruas!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O que os EUA podem ganhar com o golpe no Paraguai


Paraguai - Vi o mundo - [Luiz Carlos Azenha] A reação de Washington ao golpe "democrático" no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.
Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.
Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.
Washington também pode obter condições mais favoráveis para a expansão do agronegócio no Chaco, o grande vazio do Paraguai. Uma das preocupações das empresas que atuam no agronegócio — da Monsanto à Cargill, da Bunge à Basf — é a famosa "segurança jurídica". Ou seja, elas querem a garantia de que seus investimentos não correm risco. É óbvio que Fernando Lugo, a esquerda e os sem terra do Paraguai oferecem risco a essa associação entre o agronegócio e o capital internacional, num momento em que ela se aprofunda.
Não é por acaso que os ruralistas brasileiros, atuando no Congresso, pretendem facilitar a compra de terra por estrangeiros no Brasil. Numa recente visita ao Pará, testemunhei a estreita relação entre uma ONG estadunidense e os latifundiários locais, com o objetivo de eliminar o passivo ambiental dos proprietários de terras e, presumo, facilitar futura associação com o capital externo.
Finalmente — e não menos importante –, o Paraguai tem uma base militar "dormente" em Mariscal Estigarribia, no Chaco. Estive lá fazendo uma reportagem para a CartaCapital, em 2008. É um imenso aeroporto, construído pelo ditador Alfredo Stroessner, que à moda dos militares brasileiros queria ocupar o vazio geográfico do país. O Chaco paraguaio, para quem não sabe, foi conquistado em guerra contra a Bolívia. Há imensas porções de terra no Chaco prontas para serem incorporadas à produção de commodities.
O aeroporto tem uma gigantesca pista de pouso de concreto, bem no coração da América Latina. Com a desmobilização da base estadunidense em Manta, no Equador, o aeroporto cairia como uma luva como base dos Estados Unidos. Não mais no sentido tradicional de base, com a custosa — política e economicamente custosa — presença de soldados e aviões. Mas como ponto de apoio e reabastecimento para o deslocamento das forças especiais, o que faz parte da nova estratégia do Pentágono. O renascimento da Quarta Frota, responsável pelo Atlântico Sul, veio no mesmo pacote estratégico.
É o neocolonialismo, agora faminto pelo controle direto ou indireto das riquezas do século 21: petróleo, terras, água doce, biodiversidade.
Um Paraguai alinhado a Washington, portanto, traz grandes vantagens potenciais a interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares estadunidenses.

CUTISTA OCUPA CARGO-CHAVE NO MINISTÉRIO DO TRABALHO


Uma das tarefas do sindicalista é combater “fábrica de sindicatos”

Manoel Messias: direto da CUT para ocupar secretaria do Ministério do Trabalho
O secretário de Relações de Trabalho da CUT, Manoel Messias Nascimento Melo, deixa o sindicalismo para ocupar a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e, ao que tudo indica, para cumprir uma missão exposta pelo novato ministro Brizola Neto, que é de combater a “fábrica de sindicatos”. A portaria com a nomeação de Nascimento, assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi publicada na edição de sexta-feira (22) do Diário Oficial da União.

Nos últimos anos, o posto havia ficado com nomes ligados ao PDT. Na gestão do então ministro Carlos Lupi, quando o ANDES-SN obteve de volta o seu registro sindical, o cargo cuja função é de dialogar com o movimento sindical, havia sido ocupado por Luis Antonio de Medeiros, da Força Sindical e, central que, que de certa forma, rivaliza com a CUT. O atual titular do MTE é ligado ao PDT e à Força Sindical, mas que, agora, terá em sua assessoria um ex-sindicalista vinculado à CUT. Conforme o site do Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho), a nomeação se deu após ter sido costurado um acordo entre Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores.

A secretaria a ser ocupada é uma área sensível do ministério, responsável pela concessão de registros sindicais. Representantes de centrais, especialmente da CUT, falam na existência da "fábrica de sindicatos", com entidades criadas apenas para arrecadar imposto, e defendem critérios para a concessão dos registros.

Para o presidente da CUT, Artur Henrique, "não podemos ter sindicato de gaveta. Outra coisa é garantir que quando tenha assembleia de sindicatos-fantasma, que haja algum tipo de acompanhamento das centrais sindicais para que possa ter um espaço de apresentação dessas denúncias. Porque faz uma assembleia-fantasma, entra com o pedido de registro, não há preocupação com a veracidade das assinaturas", afirmou ele.

Conforme matéria veiculada no jornal Valor Econômico, “nos próximos dias, Força Sindical e CUT devem apresentar ao ministro Brizola Neto uma proposta para alterar as regras que regem a criação de sindicatos. A minuta da portaria prevê, por exemplo, a exigência de um maior número de assinaturas de trabalhadores para a autorização de desmembramentos de sindicatos. Outra ideia em estudo pelos sindicalistas é levar alguns casos mais polêmicos de criação de sindicatos ao Conselho de Relações do Trabalho, órgão formado por representantes dos trabalhadores, empresas e governo”.

Na avaliação do presidente da SEDUFSM e 3º secretário do ANDES-SN, professor Rondon de Castro, a iniciativa de combater “sindicatos-fantasma” é boa, desde que isso não se torne um filtro ideológico, para tentar contar o crescimento da oposição à CUT e ao governo no movimento sindical. “Todo esse zelo manifestado pelo dirigente da CUT deveria ter sido levado em conta, em setembro de 2008, quando o Proifes, com base em centenas de procurações, se reuniu na sede da própria CUT, em São Paulo, para se arvorar como representante dos professores federais”.

Origem

Manoel Messias do Nascimento Melo, é natural de Alagoas, e morador de Recife (PE) desde 1973. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindpd) de Pernambuco e da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Púbicos e Privados de Processamento de Dados (Fenadados). Está na executiva da CUT desde 2003. Em 2009, foi eleito para a Secretaria de Saúde do Trabalhador, assumindo – após recomposição da direção – a área de relações do trabalho no início do ano passado.
Texto: Fritz R. Nunes com informações da Rede Brasil Atual
Foto: Portal Dataprev
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM


domingo, 24 de junho de 2012

Lugo se reunirá com ministros para instalar "governo de resistência", diz assessor


Presidente deposto quer estabelecer "gabinete pela restauração democrática" para pressionar por anulação do impeachment

   
O presidente deposto do Paraguai, Fernando Lugo, se reunirá nesta segunda-feira (25/06) com os ministros de seu gabinete para “instalar seu governo” mesmo após a destituição parlamentar. A informação foi confirmada ao Opera Mundi pelo assessor presidencial, Gustavo Codas. A reunião ministerial está convocada para o início do dia (25/06) na sede do partido País Solidário, em Assunção. Seu objetivo é o de estabelecer um "gabinete pela restauração democrática", informou porta-voz de Lugo.

“Para amanhã está convocada uma reunião de gabinete, como todas as segundas-feiras”, afirmou Codas, complementando que “a postura do Lugo, como ele disse, é continuar batalhando. Num processo de mobilização com a cidadania, vai amanha instalar seu governo, como um governo que restitua a ordem constitucional e a legitimidade do poder”.



De acordo com o assessor, a intenção da manutenção das reuniões ministeriais são tornar Lugo a referência de um governo de resistência contra um governo considerado ilegítimo, de modo a criar uma pressão popular pela anulação do impeachment. "Se o presidente tivesse convocado as pessoas a resistir e convocar, e dito 'não saio do palácio', teria uma convulsão. E como ficou um clima tranqüilo disseram que [as pessoas] aceitaram e acharam boa a mudança do governo", explicou.

Codas disse ainda que Lugo continua atuando na política exterior do Paraguai, garantindo que Lugo “continua sendo a referência” para os governos dos países vizinhos. “Governo paralelo é o que há no Palácio [presidencial] de los López”, concluiu o assessor.

Opera Mundi

Cuba condena golpe de Estado contra o presidente paraguaio.


O governo cubano condenou o golpe de Estado no Paraguai contra o mandato constitucional de Fernando Lugo, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Segundo o texto, divulgado no Noticiário Nacional de Televisão, o país caribenho não reconhece qualquer autoridade que não emana de voto legítimo e do exercício da soberania pelo povo do Paraguai.
Este golpe se soma à longa lista de ataques contra a autodeterminação dos povos latino-americanos, sempre realizados por oligarcas com a autoria, cumplicidade ou tolerância do governo dos EUA, diz o documento.
Cuba denuncia que depois de décadas de sangrentas ditaduras militares, que assassinaram centenas de milhares de pessoas e praticaram o terrorismo de Estado e a tortura com plena impunidade, esta estratégia violenta e antidemocrática foi retomada, com os métodos clássicos e novos.

A declaração recordou o golpe militar e, em seguida, petroleiro contra a Venezuela, as tentativas de desestabilização separatista contra o Estado Plurinacional da Bolívia, o golpe militar contra as forças progressistas de Honduras e a tentativa de golpe contra a revolução cidadã do Equador.
Eventos como este visam frear o processo de mudança progressiva e de verdadeira integração da América Latina e Caribe na Nossa América, diz o texto.
A declaração afirma que Cuba manterá a colaboração médica estritamente humanitária ao povo do Paraguai, pelo qual o Centro Oftalmológico Maria Auxiliadora dos Cristãos, que já tratou 18.000 paraguaios, permanecerá seus trabalhos enquanto seja necessário.
 
Fonte: ISLAmia
 
Solidários

terça-feira, 8 de maio de 2012

Governo PeTista do Distrito Federal ataca e criminaliza o MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto


O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto manifesta sua perplexidade diante da postura do Governo do Distrito Federal a respeito da Ocupação Novo Pinheirinho, em Ceilândia e vem por esta esclarecer os motivos do conflito ocorrido hoje no Palácio do Buriti:
1. A Ocupação Novo Pinheirinho iniciou-se no dia 21 de abril de 2012, com cerca de 400 famílias que buscam há 2 anos seu acesso a uma moradia digna em negociações com o GDF. Em setembro de 2011, o GDF comprometeu-se com 400 auxílios-aluguel para as famílias organizadas pelo Movimento em situação de alta vulnerabilidade social, além de levar adiante negociações para solução definitiva via Programa Minha Casa, Minha Vida. Seria aliás a primeira experiência do Programa no DF, que ainda não firmou sequer um convênio pelo mesmo. Após 2 meses, o GDF suspendeu o pagamento dos auxílios. Várias famílias, sem condições de pagar o aluguel, foram individualmente despejadas. Por conta disso, ocupamos a área da Terracap em Ceilândia.
2. Desde o princípio da ocupação, seguindo sua postura anterior, o GDF não ofereceu nada de concreto às famílias, a não ser o cadastramento nas eternas filas de sua Companhia de Habitação. Entrou ainda, por meio da Terracap, com ação de despejo contra a ocupação, que pode ser efetivada a qualquer momento. Ao melhor estilo do Governo tucano no caso do Pinheirinho, não negociou, pretende usar polícia para resolver problema social e, agora, passa a criminalizar o Movimento.
3. Pela falta de canais efetivos de negociação, o MTST realizou hoje, 3 de maio, uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo. Fomos recebidos com spray de pimenta e cassetetes pela Polícia, o que ocasionou um conflito, no qual uma porta do prédio foi danificada. Após o episódio, no qual 6 membros do Movimento ficaram feridos pela truculência dos policiais, o GDF comprometeu-se a receber uma Comissão do Movimento. No entanto, após quase 2 horas de espera, nos recebeu com um Coronel da PM ameaçando os coordenadores do MTST de prisão e agressão. Soltou ainda uma nota criminalizando o Movimento e colocando-se como vítima do episódio.
4. Infelizmente, o que estamos vendo é a reprodução de práticas atrasadas e repressivas, curiosamente por parte de um Governo que se afirma democrático-popular. O MTST não se intimidará com as ameaças do GDF e permanecemos dispostos à negociação para solução do problema habitacional das famílias de Ceilândia. Para nós, a demanda destes sem-teto está acima de qualquer disputa política mesquinha e das acusações levianas que o GDF tem feito contra o MTST.
5. Por fim, deixamos claro que, se optar pela via armada para tratar um conflito social, as famílias da Ocupação Novo Pinheirinho resistirão. Não nos resta outra alternativa, pois não aceitamos a rua como destino. O próprio Ministério das Cidades protocolou hoje um pedido judicial de suspensão do despejo por 40 dias para viabilizar uma solução pacífica e negociada. Pedimos aos militantes do Partido dos Trabalhadores comprometidos com o movimento social e com o trato democrático à sociedade civil que busquem interceder junto ao GDF para evitar uma tragédia anunciada, além de tudo, protagonizada por um setor que muito nos surpreenderia se adotar tal postura.
COORDENAÇÃO NACIONAL DO MTST
Brasília, 3 de maio de 2012

domingo, 6 de maio de 2012

MJRS no ato 'VETA,DILMA' em Brasília

Neste domingo (06/05), o Movimento da Juventude Revolucionária Socialista, participou de um ato pelo VETA,DILMA. A movimentação contou com o apoio de integrantes da frente de esquerda do 'Juntos', que estão de parceria com os companheiros do MJRS. Fotos abaixo.
Parabenizando todos os camaradas que estiveram presentes, a luta continua e quarta feira (09/05) teremos outro ato pelo 'VETA,DILMA' em frente ao Palácio do Planalto. Iremos divulgar melhor essa semana.




                           
               





Fonte: MJRSocialista

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MJRS confirma presença na passeata 'VETA,DILMA'

Após um debate com membros do PSOL MES (Movimento Esquerda Socialista), o MJRS decidiu que irá está ao lado do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) nesse ato. O "Juntos" que é a organização e o movimento de jovens com grande parte filiados ao PSOL, estarão juntos com o MJRS no sábado dia 05 de maio, onde ocorrerá a passeata pelo VETA,DILMA. A decisão da presidente será as 14h na Av. Paulista. A nossa passeata é para mostrar que estamos contra o Novo Código Florestal que foi estabelecido pelos deputados inicialmente da bancada de coligação com o governo do PT. O MJRS irá nesse sábado se colocar contra o código, e se por a favor da preservação de nossas florestas. Todo o movimento deverá estar presente sábado na passeata, abaixo as informações sobre a mesma;

Data: 05 de maio (Sábado)
Hora: 08h da manhã
Local de encontro: Teatro Nacional, na parte superior. Perto da parada de ônibus.
Venha você também para a passeata junto com o MJRS, filiados e simpatizantes carregando a bandeira em luta pela defesa de nossas florestas.


Nesta noite de quinta feira, o presidente do MJRS, Fábio Coutinho encontrou-se com integrantes do PSOL e declarou o seguinte comentario após o debate;
"O PSOL é um partido que possuí uma política moderna e ao mesmo tempo mantém sua postura esquerdista e marxista. Será muito importante para nós (MJRS) essa ligação com o partido, para uma melhor posição política. Como já havia comentado o PSOL é o partido que possui ideias compatíveis as nossas, e por isso será de grande importância e só irá fortalecer nossa luta e claro a classe trabalhadora" completou o presidente Fábio Coutinho.



MJRS (Movimento da Juventude Revolucionária Socialista)  Filie-se!

MJRS lança campanha "A VALE É NOSSA"

A Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, decidiu expropriar a companhia petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, e que vai passar a ser controlada totalmente pelo Estado e províncias. A empresa foi vendida em 1999. 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou a Transportadora de Electricidad SA (TDE), distribuidora de energia controlada pela espanhola Red Eléctrica Internacional. A empresa também foi vendida pelo governo antecessor.

Agora é a vez do Brasil recuperar e nacionalizar a Vale do Rio Doce que foi vendida por um preço considerado baixo. Na época do governo tucano, a Vale passou para mãos de empresários. Uma de nossas riquezas naturais. A campanha "A VALE É NOSSA", é justamente para conscientizar a todos de que nossas riquezas naturais não devem ser privatizadas, e a Vale deve ser nacionalizada!